Sexta-feira, Maio 11, 2012

domingo: vi o fogo ou uma grande chama e parecia que queimava o pecado.
segunda: vi um mexicano e ele parecia sorrir.
terça: vi um anjo com um olhar de revolta.
quarta: vi duas mulheres se beijando e pelo ângulo tornavam-se uníssonas.
quinta: vi um céu conturbado.
sexta: vi um feto e pela energia parecia chutar.
sábado: parece que todos resolveram descansar e se misturaram. diante deste imbróglio vi a face tímida de Jesus. parecia não estar acostumado a aparecer em figuras de azulejo de banheiro.

Sexta-feira, Abril 27, 2012

Queda!

a multidão observava o nó na corda, que, naquele instante reluzia devido ao sol escaldante.
o silêncio ilustrava a ansiedade da falta de esperança.
eis que surge o líder.
E num instante fez com que a platéia sorrisse.
aliviados, o nó agora no pescoço, estampava a glória.

Sexta-feira, Abril 20, 2012

não quero compreender a dor.
quero esquecer a falta, externar a culpa.
o que resta talvez é alvitar o amor.

assumo a metamorfose.

Quarta-feira, Março 28, 2012

esbarro nas palavras no instante que ela remonta as lembranças,
os desejos,
e os tratos.
ilustro uma noite (que desejo!),
e ela deseja,
empolga,
se deita.

e no meio de tudo isso, há o barulho da chuva.

Quarta-feira, Novembro 02, 2011

eu preciso morrer para entender a vida.
talvez.

Terça-feira, Agosto 16, 2011

repentinamente um alvitre do balanço sobre a árvore seca no quintal me consumiu.
o meu corpo dissolveu.
minha alma disperdeu no instante que a escuridão tomou forma.
o que sobrou, não sei.
fui logo de encontro aos anjos, que cegos pelo dor, condenaram-me.
agora sou o inimigo,
em silêncio observo o fogo, escuto o choro e volto para o inferno.

sigo.

o jovem com uma aparência lânguida,
vestiu-se de xadrez,
caminhou até a ponte,
acendeu um cigarro e
respirou o amor.